"Vim aqui para receber a homenagem ao meu marido, não para te apoiar" Lucas Malina, candidato a vereador pelo PPS e neto de Salomão Malina, que faleceu em 2002, foi receber a homenagem que seria prestada à luta que seu avô desenvolveu ao longo de 60 anos de atividade partidária. Uma história que teve início nos anos 40, frente ao PCB e prosseguiu junto ao PPS. Foram longos anos de resistência, clandestinidade e luta democrática. Malina foi o último secretário-geral do PCB e o presidente de honra do PPS e uma homenagem à sua história não poderia ser recusada pela família. Procurado pela reportagem do site PPS-Sampa Lucas respondeu-nos assim: PPS-Sampa: Você foi ao ato no hotel Jaraguá, o que o atraiu até lá? Lucas Malina: Fui àquele encontro para receber uma homenagem que seria prestada a meu avô. Eu sabia o que iria acontecer lá, mas como me disseram que seria uma homenagem da esquerda à história do meu avô concordei em ir. PPS-Sampa: O que aconteceu lá? Lucas Malina: Fui até o hotel, recebi a homenagem, agracedi e sai. Sou fiel à disciplina partidária e respeito à decisão da maioria partidária que definiu o apoio à candidatura de José Serra. Tenho de dizer que sempre desejei um candidato próprio, posso até ser contrário ao apoio, mas obedeço as instâncias partidárias, temos de seguir as regras do partido. Adoração Sanches Sensibilizada pela homenagem ao companheiro de luta e de vida, Adoração Sanches aceitou a homenagem que fariam ao ex-deputado e ex-tecelão, João Sanches Segura com ela conviveu desde os dias da legalidade dos anos 40, até a noites negras do AI-5, da clandestinidade, da luta pela democracia, das greves e por fim na luta democrática, frente ao PPS. Adoração disse que ao sair de casa no sábado, sabia o que iria acontecer logo em seguida à homenagem, que o ato se concluiria em uma dissidência partidária. Procurada pela nossa reportagem Adoração Sanches respondeu assim: PPS-Sampa: Você foi ao ato no hotel Jaraguá, o que o atraiu até lá? Adoração: Eu fui ao hotel para participar de uma homenagem ao João Sanches Segura, meu companherio que faleceu há poucas semanas, mas sabia que o ato se prolongaria para a dissidência partidária, sabia até mesmo que a Marta e algumas lideranças do PT estariam presentes, só não entendo por que se fez tanto frisson em cima da minha presença. PPS-Sampa: Você fez um discurso? Adoração: Não, o Lucas já havia passado pelo palco quando me chamaram. A luz incomodava os meus olhos e eu a invés de ler o que estava escrito na placa resolvi falar algumas palavras. Comecei a contar sobre a luta que eu e o João tivemos e isso me envolveu tanto quanto à platéia. Tanto que a prefeita chegou a chorar, se bem que é fácil se emocionar com as histórias da clandestinidade. PPS-Sampa: Você de alguma forma manifestou simpatia á proposta de dissidência? Adoração: De maneira alguma. Eu sou fiel às decisões do partido e sigo disciplinarmente as ordens das diversas instâncias partidárias. Eu não nego que desejava uma candidatura própria do PPS à prefeitura, mas como isso se tornou inviável sigo as determinações do partido e apóio José Serra na marcha para a prefeitura. PPS-Sampa: Mas você esteve diretamente com a prefeita? Adoração: Eu estive com a Marta durante o evento e, no auditório, quando nos encontramos, falei para ela que estava ali apenas para receber a homenagem que iriam fazer ao meu marido. Mas, ressaltei para a prefeita que eu sou fiel às decisões do meu partido e que não estava ali para dar meu apoio a ela. Eu disse: vim para receber a homenagem ao meu marido, não para te apoiar.
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